domingo, outubro 29, 2006

Odeio o morno e o cor-de-rosa

Eu gosto de drama. Gosto de teatro. De eu ser o teatro e o teatro ser eu. Gosto de brincar com a vida. Ver coisas e construir coisas onde não as há. Como se aquilo que vejo fosse um filme e não a realidade, fosse uma tela e não uma paisagem verdadeira. Gosto de me enganar e perder a consciência nos enganos. Pôr a mão na consciência e começar a escrever e a apagar; modificá-la. Escrever vidas e histórias novas por onde possa divagar. Perder a noção do palpável e ver abstracto. Saltar para o extremo, para o irreal. E é por isto que eu odeio o morno e o cor-de-rosa...