sábado, janeiro 13, 2007

Tríptico «Vanitas» de Paula Rego na Gulbenkian

"A pintora Paula Rego, radicada em Londres, apresenta na próxima quinta-feira no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, uma das suas últimas grandes obras, intitulada "Vanitas", disse hoje fonte da Gulbenkian.
Trata-se de um tríptico encomendado pela própria Gulbenkian para assinalar os 50 anos da sua fundação, em 2006, e inspira-se num conto de Almeida Faria, "Vanitas, 51 Avenue d'Iéna", que vai ser apresentado na mesma sessão pelo cineasta e encenador Jorge Silva Melo.Segundo Almeida Faria, aquela obra de Paula Rego, que ficará exposta permanentemente no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian, é uma "reflexão visual acerca do próprio conceito de vanitas enquanto precariedade da nossa frágil existência humana".


O painel central, com 1,3 metros por 1,20 metros, é um pouco maior que os outros dois, que têm 1,10 metros por 1,30 metros. "No centro do seu tríptico, de braços cruzados, entre retrato e majestade e realístico auto-retrato, Paula Rego preside à cerimónia da vida entre o sono onde a morte se esquece e vida que de olhos bem abertos parece disposta a 'matar a morte', como Shakespeare ousou escrever", assinalou o ensaísta Eduardo Lourenço. Paula Rego, 71 anos, é um dos nomes da pintura portuguesa com maior projecção internacional, juntamente com Helena Vieira da Silva. Estudou na década de cinquenta em Londres, onde ainda vive, e fez a primeira exposição individual em 1981."


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domingo, janeiro 07, 2007

"Diálogo de Vanguardas"

"A nossa arte caminha e deve caminhar sempre em frente, superando todos os obstáculos, sempre original, sempre virgem nas suas manifestações, pois só o virgem é belo."
Amadeo de Souza-Cardoso

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Antoni Tapiés

"Universal Traveler"
I know so many places in the world
I follow the sun in my silver plane
Universal traveler
If you have a look
Outside on the sea
Everything is white
It's so wonderful
Universal traveler
So far, so far
So far away
I met so many
People in my life
I've got many friends
Who can care for me
Universal traveler
Just feel everywhere at home
Tomorrow Is a brand new day
Let's go somewhere else
Universal Traveler
So far, so far
So far away
Air

segunda-feira, novembro 27, 2006

Lucien Freud


«um pintor que não desconcerta - o que é que anda a fazer?»
georges braque

domingo, novembro 12, 2006

1.º Acto

sábado, novembro 04, 2006


"Isto porque no outono ninguém consegue dormir, vamo-nos tornando amarelos da cor do mundo que principia em setembro debaixo do mundo vermelho, o silêncio deixa de afirmar, escuta, demora-se nos objectos insignificantes, não em arcas e armários, em bibelots, cofrezinhos, não somos a gente a ouvi-lo, é ele a ouvir-nos a nós, esconde-se na nossa mão que se fecha, numa dobra de tecido, nas gavetas onde nada cabe salvo alfinetes, botões, pensamos
- Vou tirar o silêncio dali
e ao abrir as gavetas o outono no lugar do silêncio e o amarelo a tingir-nos, as janelas soltas da fachada vão tombar e não tombam, deslizam um centímetro ou dois e permanecem, na rua os gestos distraídos da noite transformam-se num fragmento de muralha ou na doente que faleceu hoje no hospital abraçada à irmã de chapelinho de pena quebrada na cabeça (...)"

António Lobo Antunes, In Ontem Não Te Vi Em Babilónia

domingo, outubro 29, 2006

Odeio o morno e o cor-de-rosa

Eu gosto de drama. Gosto de teatro. De eu ser o teatro e o teatro ser eu. Gosto de brincar com a vida. Ver coisas e construir coisas onde não as há. Como se aquilo que vejo fosse um filme e não a realidade, fosse uma tela e não uma paisagem verdadeira. Gosto de me enganar e perder a consciência nos enganos. Pôr a mão na consciência e começar a escrever e a apagar; modificá-la. Escrever vidas e histórias novas por onde possa divagar. Perder a noção do palpável e ver abstracto. Saltar para o extremo, para o irreal. E é por isto que eu odeio o morno e o cor-de-rosa...

terça-feira, outubro 24, 2006

Helena Almeida

"O Perdão"

sábado, outubro 21, 2006

O meu reino por um espelho



«Um espelho
não é

uma janela


Um espelho

não é
um quadro






Quem espreita
por meus olhos
no espelho
sou eu.

E eu
sou eu
Não há enigmas.»
Adília Lopes

segunda-feira, outubro 16, 2006

Indecisões

Sei que sou forte. Não sei.
Por vezes grito
E desespero
Com o grito que dei.


Sei que sou fraco. Também não sei.
Porque às vezes vejo forte
A palavra doce que faz da Morte,
Vida e que é Mãe.

quarta-feira, outubro 11, 2006

O jogo da loucura


"Não sou eu que sou o palhaço, mas sim esta sociedade monstruosamente cínica e tão inconscientemente ingénua, que joga o jogo da seriedade para melhor esconder a sua loucura."

Salvador Dalí

sexta-feira, outubro 06, 2006

Imagine a city...

"Imagine a city
where graffiti
wasn’t illegal, a
city where
everybody could
draw wherever
they liked.
Where every
street was awash
with a million
colours and little
phrases. Where
standing at a bus
stop was never
boring. A city
that felt like a
living breathing
thing which
belonged to
everybody, not
just the estate
agents and
barons of big
business.
Imagine a city
like that and stop
leaning against
the wall – its wet.
"


Banksy

Dança


Na dança se exprime

O desejo de ser

E de viver

Noutro mundo sublime.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Outono





"Seria Outono aquele dia,
nesse jardim, doce e tranquilo...?
Seria Outono...
Mas havia
todo o teu corpo a desmenti-lo."




(David Mourão-Ferreira)

domingo, outubro 01, 2006

Vieira da Silva





'J a r d i n s

S u s p e n d u s'